23 de novembro de 2009

CAMINHADA PELAS BOAS PRÁTICAS NO PARTO

Nossa primeira caminhada foi realizada em maio, na Roda Bem Nascer Municipal

CAMINHADA NA RODA BEM NASCER MANGABEIRAS

Companheiras, para encerrar novembro com chave de ouro, depois de um congresso de obstetrícia, workshop da Naoli Vinaver Lópes (dia 25), mesa redonda Por que Bem Nascer (dia 26) e homenagem ao Sofia Feldman (dia 27) vamos fazer uma Caminhada pelas Boas Práticas no Parto, na próxima Roda Bem Nascer no Parque das Mangabeiras (Centro de Educação Ambiental). Programação:
- 9h - Yoga para gestantes ou casais grávidos
- 9h30 - Roda de Apresentação
- 10 h - Escrever nas cartolinas (favor cada um levar uma cartolina) suas manifestações pelo parto respeitoso.
- 11h - Lanche Coletivo
- 11h30 - Caminhada pelas Boas Práticas no Parto, saindo do CEAM (Centro de Educação Ambiental) até a Praça das Águas. Vamos contorná-la em silêncio, apenas erguendo os cartazes.

VENHAM TODAS - VAMOS FAZER BARULHO EM SILÊNCIO


MESA REDONDA IMPERDÍVEL NESTA QUINTA FEIRA

POR QUE BEM NASCER?

Perspectivas do Nascimento no Brasil Atual

Existe uma epidemia de cesarianas no Brasil? O que fazer para alterar esse quadro epidemiológico, mudar o paradigma do atendimento à saúde e adotar as boas práticas do parto?

Os cinco médicos que compõem o recém criado – Núcleo Bem Nascer – vão responder a esta pergunta e traçar um panorama do parto no Brasil e no mundo, nessa próxima quinta feira, dia 26 de novembro, às 20horas , na sede IAAMG – Instituto de Acupuntura Médica de Minas Gerais, localizado à rua Carijós, 150 – 8º andar, centro. A entrada é gratuita e está aberta a gestantes, casais grávidos, profissionais de saúde e demais interessados.

Cada um deles abordará um assunto em especial. Dr. Marco Aurélio Valadares (OParto na história da humanidade); Dr. Sandro Ribeiro (O Parto no Brasil atual); Dra. Paula Soares (Assistência ao Parto – Mudança de Paradigma); Dr. Hemmerson Magioni (Humanização do Nascimento – Para onde vamos?) e Dra. Quésia Tâmara responderá à pergunta Por que Bem Nascer?

“O objetivo do Núcleo Bem Nascer é respeitar a mulher e o direito do recém nascido, o direito de nascer naturalmente. Devolver à mulher o dom delas de terem seus filhos. Mais que tudo, o Núcleo Bem Nascer será referência em boas práticas no parto e em partos normais, naturais, de cócoras...”, explica Dr. Marco Aurélio Valadares..

“A idéia é oferecer para as mulheres um atendimento de uma medicina menos intervencionista e baseada em evidências científicas. Durante muito tempo parto natural era coisa de`natureba`, uma opção feita pelos alternativos da década de 70/80. O Núcleo Bem Nascer quer se distanciar desta imagem e se associar a muita informação científica atualizada. O Núcleo Bem Nascer nasce dessa demanda que existe no sistema privado, de uma assistência obstétrica mais respeitosa, mais psicológica, mais natural e mais segura”, declara Dr. Hemmerson Magioni, que assiste partos na Maternidade Santa Fé no Hospital Sofia Feldman.

Núcleo Bem Nascer

O grupo é formado por três homens e duas mulheres. Uma delas é a mineira Dra. Paula Soares, obstetra e mastologista. Para ela “Bem Nascer é estimular práticas que favoreçam um parto saudável, física e emocionalmente. É nascer respeitando o corpo e a vontade da gestante e do seu companheiro”.

A outra mulher é a baiana Dra. Quésia Tâmara. Ela trabalha no Laboratório de Reprodução Humana – Pesquisa em Endometriose – do Hospital das Clínicas, atende partos na Maternidade Risoleta Neves – do SUS – e nas maternidade Santa Fé e Vila da Serra. O Núcleo Bem Nascer está aí para oferecer às mulheres a oportunidade de terem o parto como a realização de um momento de prazer, planejado, com a presença da família e com a oportunidade de desmistificar o parto”.

Além delas e do Dr. Hemmerson Magioni e Dr, Marco Aurélio Valadares, compõe o grupo o Dr. Sandro Ribeiro. Ele estudou medicina na Universidade Federal de Minas Gerais e fez residência em ginecologia e obstetrícia na Maternidade Odete Valadares, onde agora é gerente. Trabalha também no Hospital Odilon Bherens. Ele acredita que “parto é um momento muito intimista. Precisa o mínimo necessário e a conscientização da equipe- auxiliares de enfermagem, pediatria, anestesista –o momento pede silêncio.”

E está otimista: “Núcleo Bem Nascer – alguma coisa que está germinando e que vai se alastrar

O Núcleo Bem Nascer conta com o apoio da ONG Bem Nascer – uma organização de mulheres que atua em Belo Horizonte desde 2001. Com a mesa redonda POR QUE BEM NASCER - Perspectivas do Nascimento no Brasil atual, o grupo se apresenta a Belo Horizonte e divulga seu site – nucleobemnascer.com.br onde publica trabalhos

científicos, artigos com os vários profissionais da rede Bem Nascer, dicas de trabalhos corporais, relatos de partos e enfoca as últimas notícias, mantendo um contato direto com a comunidade.

Informações: Cleise Soares (8504.8838)



28 de outubro de 2009

Workshop com Naolí Vinaver López



"Práticas e Olhares Alternativos na Atenção ao Parto e Nascimento"


Parteira mexicana que combina a prática do parto tradicional com um profundo interesse e respeito pela psicologia e a fisiologia do parto.
Desde 1987 ela atendeu por volta de 1000 partos domiciliares em sua região, combinando a partería tradicional e a profissional, além de participar como conferencista em congressos de partería em mais de 30 países. Naolí teve 3 filhos em partos domiciliares acompanhada de sua família, o último dando origem a ao vídeo "Dia de Nascimento". Autora e ilustradora do livro infantil "Nasce um Bebê, Naturalmente", sobre gestação e nascimento.
Em suas conferências, Naolí fala da importância de se resgatar o aspecto sexual do ciclo da gravidez, parto e puerpério, dando às mulheres (e portanto também aos casais) a chance de se conhecerem ainda mais profundamente e exercerem sua sexualidade de forma plena e satisfatória, inclusive durante o parto.

Temas:
"A Arte e a Sciencia no Atendimento do Parto"
"Os Secredos de cada Mulher: Como Liberar os Bloqueios para Bem-Parir"
"Técnicas Tradicionais do México para Parteiras"

Público Alvo:
Profissionais envolvidos no atendimento ao nascimento e demais interessados.

Data:
25/11/2009 (quarta-feira) de 9 às 18h.

Local:
Centro de Capacitação do Hospital Sofia Feldman
Rua Antônio Bandeira, nº 1060. Bairro Tupi
Belo Horizonte - MG
Como chegar: Localização

Inscrições:
Siga as instruções: Formulário

Investimento no ato da inscrição:
R$ 150,00 - VAGAS LIMITADAS

Contatos:
naoliembh@gmail.com
31-91116819
31-93127399

IMPORTANTE: O evento está confirmado.

26 de outubro de 2009

DUAS PSICÓLOGAS NA RODA BEM NASCER

RODA BEM NASCER MANGABEIRAS
SÁBADO DIA 31 DE OUTUBRO 2009
No CEAM - Centro de Educacão Ambiental
Parque Municipal das Mangabeiras
Belo Horizonte
Minas Gerais
OLHARES POSSÍVEIS?
PSICOLOGIA E MATERNIDADE
O que você gostaria de saber, mas ainda não teve a oportunidade de perguntar.
Focalizadoras: Roseanna Soares (Psicóloga - faz parte da diretoria da ong Bem Nascer e coordena com Cleise Soares a Roda Bem Nascer Mangabeiras e Laiena Dib (Psicóloga e usuária da Roda Bem Nascer)

A RODA BEM NASCER trabalha com a ecologia do nascimento, busca abrir caminhos para partos conscientes e humanizados. A Roda acontece no Parque das Mangabeiras, uma reserva de mata nativa e que mescla a natureza selvagem e natural da floresta com intervenções de Burle Marx.

22 de outubro de 2009

MÃES FERIDAS



A psicóloga Roseana Soares, integrante da diretoria da ong Bem Nascer e uma das focalizadoras da Roda Bem Nascer Mangabeiras, se uniu à psicóloga Laiena Dib para fazer atendimentos especializados a mulheres, com o objetivo de trabalhar possíveis sequelas psicológicas e emocionais das suas gestações e partos.
A duas vão participar da próxima Roda Bem Nascer, no Parque das Mangabeiras, dia 31 de outubro, às 9h30, no Centro de Educação Ambiental, abordando o tema: ASPECTOS PSICOLÓGICOS DA GESTAÇÃO E PARTO.
Elas enviaram um artigo para a Bem Nascer de Idéias - Rede de Comunicação da ong Bem Nascer, um artigo emocionante, que transcrevemos a seguir.
"Uma mulher se prepara para o nascimento de seu filho: traça um plano de parto e idealiza este momento ímpar. E então, um dia, ele acontece... Por mais satisfatória que a experiência possa ser para ambos, sempre fica uma diferença entre o real ocorrido e o ideal imaginado. Algumas mulheres se calam sobre a experiência, evitando as redes de contato que haviam partilhado com ela a gestação. Outras mulheres falam dessa vivência com um nó na garganta, sem compreender ao certo em que medida deveriam estar sorrindo ou chorando. Outras ainda propagam seu parto como perfeito, negando consciente ou inconsciente qualquer “nó”. E ainda outras engravidam de novo, numa tentativa de “acertar” desta vez... Inspiradas pelo trabalho da analista junguiana Benig Mauger, que desde a década de 80 atende “mães feridas” em Londres e outros lugares do mundo, as psicólogas Roseanna Soares e Laiena Dib alertam para necessidade desse trabalho em Belo Horizonte. Para conhecê-lo melhor, leia o texto a seguir."

MÃES FERIDAS

Curando a Perda da Alma no Parto

(Escrito por Benig Mauger, traduzido por Laiena Dib e postado por Roseana Soares, com permissão da autora. Original disponível em: www.soul-connections.com)

As contrações subitamente se tornaram contínuas e eu não tive chance de alcançá-las e de me adaptar às excruciantes ondas de dor. Entrei em pânico e simplesmente não podia parar de gritar, e então o bebê ficou entalado e eu os escutei dizer “Peguem o fórceps, cortem-na!”. Eu me senti como se aquilo fosse um ataque. Depois havia sangue por toda parte como se um assassinato tivesse acontecido. (Raphael-Leff, Psychological Processes of Childbearing. In: Mauger, B. Healing the Wounded Mother, p. 70).

Ter um bebê pode ser experimentado como um trauma profundo, como testemunham as palavras dessa mãe. Ela se sentiu violada, humilhada e sem poder. Não é que dar à luz fosse o problema; ela se sentiu traumatizada pelo modo como foi tratada durante a experiência. Meu livro “Songs from the Womb” conta histórias de parto de várias mulheres; elas constituem uma leitura pungente. Em seguida a um parto desses, Emma tinha “flashbacks” e pesadelos. Quando ninguém ouviu, ela gradualmente se retirou para um mundo particular. Ela ganhou uma criança, mas sofreu uma ferida na alma devastadora.

Um parto difícil frequentemente resulta em ferimento emocional para a mãe e o bebê. Tais feridas da “alma” são frequentemente negligenciadas porque fomos ensinadas que ter um bebê é uma experiência física potencialmente ameaçadora a ser manejada por profissionais médicos. Se emergimos da experiência relativamente intactas fisicamente, com um bebê saudável, então não temos do que reclamar. Mas muitas de nós temos.

Feridas da alma podem levar anos para cicatrizar.

Na nossa prática contemporânea de dar à luz, a preocupação com os aspectos fiscos do parto pode significar negligenciar os emocionais, particularmente os efeitos psicológicos negativos de partos medicamente assistidos. O foco inevitável está em garantir que uma bebê saudável seja parido de uma mãe sadia. O manejo médico do parto e nossos avanços tecnológicos são desenhados para facilitar nossas vidas, mas há um custo?

Eu creio que há. A tecnologia, da última vez que olhei, não tinha alma. Nem a instituição médica, que é baseada na divisão de mente e corpo e transformou o parto de um evento natural em uma façanha tecnológica. E como seres humanos, que somos feitos de corpo e alma, mente e matéria e tanto mais, como a tecnologia pode jamais chegar perto de compreender o mistério da vida humana?

Feridas da alma são parte da vida e podem nos impulsionar a curar experiências dolorosas necessárias para nosso crescimento espiritual. De fato é isso que frequentemente acontece quando uma ferida de parto / nascimento é ativada. A experiência de dar à luz desse modo pode ser um catalisador para a cura. Contudo, numa era em que os mesmos avanços tecnológicos nos mostraram que o feto é um ser sensível e consciente, um entendimento disso não ensina a responsabilidade de cada pessoa em garantir à alma vindoura uma recepção quente e amorosa. O impacto psicológico não apenas do nascimento mas da vida pré-natal está bem documentado atualmente. Da pesquisa e estudos em Psicologia pré e perinatal sabemos que não apenas o que ocorre no útero e no nascimento mas também a concepção é enxertado no psiquismo da criança criando padrões que são carregados na vida posterior.

E se a mãe se sente ferida também o sente sua criança.

Sem dúvida ser catapultado na vida com 32 semanas de um jeito traumático teve algum papel a desempenhar em me conduzir a estudar Psicologia e escrever meu primeiro livro “Songs from the Womb”. Essa experiência me informou que como mãe, instrutora pré-natal e mais tarde como psicoterapeuta, eu estava perfeitamente ciente da desilusão feminina com o manejo médico do parto. Conhecer a sensibilidade rara de um feto ou recém nascido significou questionar algumas das práticas que têm se tornado a norma em hospitais.

As pessoas me perguntam “Por que é tão vital que as mulheres experimentem um bom parto?”. A resposta é simples.

O parto é uma iniciação à vida e dar à luz é um direito nato de cada mulher. O desejo de ter um bom parto é tão básico que é arquetípico, o que significa que está na nossa natureza. Assim quando isso não sucede, pode ter conseqüências devastadoras, com tanto a mãe como seu bebê carregando cicatrizes psicológicas duradouras.

Ao mesmo tempo em que eu fiquei envolvida com o tema do parto, eu descobri o trabalho do psicólogo suíço Carl Jung. Ele falava sobre “perda de alma” e a descreveu como a doença espiritual que aflige o homem contemporâneo. Ele acreditava que em muitos modos nós nos tornamos alienados de nossas naturezas arquetípicas. Padrões arquetípicos possuem uma energia numinosa que exerce uma forte influência em nossas vidas. A negação da dimensão arquetípica coloca-nos fora de ordem. Dar à luz e nascer são experiências arquetípicas de grande significado espiritual e emocional. Mas a medicina moderna tira a natureza dessa dimensão espiritual, dispensando a alma e ferindo mães e bebês. Quando um parto é vivido desse modo, ele pode impulsionar as mulheres a tentar de novo num esforço de “acertar dessa vez”.

O parto é uma experiência que para muitas de nós carrega uma energia numinosa significando que ele é profundamente curador e transformador. A maioria das mulheres quer vivenciar o nascimento de seu filho como um ato criativo plenificante e cheio de alegria. Novamente isso é arquetípico e universal. Tudo isso também é negado a elas, desde que as dimensões psicológica e espiritual do processo de dar à luz são amplamente não reconhecidas.

No meu consultório psicológico eu vejo mulheres feridas, deprimidas e traumatizadas, batalhando para chegar a termo com uma experiência que passou longe do que esperaram. Essas mulheres são mães feridas. Frequentemente a ferida que experimentam durante o parto de suas crianças toca em outras feridas do passado, que antes estavam escondidas em seu inconsciente, nos cantos mais escuros de seus corações. Elas são feridas porque ao invés de experimentar alegria no nascimento de uma nova vida, elas sentem dor. Deprimidas, elas podem achar difícil sentir amor pela criança ou outros próximos a elas. Ou elas podem sentir amor, mas ele será tingido com dor.

Curar as feridas do parto é essencial para recuperar um senso de completude interior e mais particularmente para criar experiências de parto plenas e empoderadoras no futuro.

Curando as Feridas do Parto

Como podemos curar as feridas do parto?

Deveríamos lembrar que há uma dimensão coletiva bem como uma dimensão pessoal para a experiência humana, tal que ao curar o pessoal também curamos o coletivo. No nível coletivo:

· Devemos empoderar mulheres grávidas e retornar o parto aos pais, a quem de fato pertence. Mulheres grávidas, ensinadas que o parto é uma proeza tecnológica a ser manejada por profissionais são frequentemente impotentes e alienadas em relação à sua habilidade inata e instintiva de dar à luz.

· Devemos restaurar escolhas completas no parto tal que as mulheres dêem à luz de acordo com os ditames de seus corpos. Devemos liberar o feminino instintivo.

· Curar a mãe coletiva significa recuperar o feminino em nossa cultura tal que o parto seja percebido e manejado diferentemente. Significa restabelecer o arquétipo materno negligenciado e ferido.

No nível pessoal:

· Curar significa escutar a voz perdida da sua alma. Aprofundar-se em sua ferida. Estar preparada para escutar de que sua alma precisa. Trabalhar terapeuticamente significa dar voz e forma ao inconsciente pela escrita, registro de sonhos, pintura, movimento, contar sua história a alguém e tê-la escutada (psicoterapia).

· Responsabilizar-se por sua ferida e seu processo de cura. Tomar sua saúde e seu bem-estar nas próprias mãos. Embora a raiva dirigida àqueles a quem você considera os perpetradores seja apropriada, permanecer uma vítima irá aprisioná-la.

· Lembre que o que você não sente você não pode curar. Sua boa vontade em sofrer e agüentar a ferida trará você, a tempo, à cura.

· Esforce-se e transponha um parto prévio antes de dar à luz novamente.

· Se grávida, dialogue com o bebê; lembre-se e mantenha em seu coração a admirável resiliência do espírito humano em face da adversidade.

· Mantenha seu coração aberto e confie que sua alma sabe o caminho.

· Quando você vier a dar à luz de novo, acredite em sua sabedoria interior e escolha seu lugar de parto cuidadosamente.

Quando nós compreendemos nossos desafios de parto como tarefas espirituais de empoderamento, isso nos cura e liberta. A cura se dará quando houver consciência do significado emocional e espiritual da experiência do parto. Quando a assistência ao parto perceber e honrar tanto a extraordinária sensibilidade do feto como a dimensão sagrada de parir, e combinar tecnologia com alma, teremos um novo modelo de nascimento, empoderado embora ainda vulnerável.

9 de setembro de 2009

UM NOVO SERVIÇO PARA GESTANTES


Um flash da Roda Bem Nascer Mangabeiras, onde nós mamães podemos compartilhar da criação de nossos filhos, num grande abraço feminino.

BEM NASCER DE ACOLHIMENTO CRIA O


CHÁ DE BENÇÃOS


As grávidas acolhidas pela ong Bem Nascer, através das rodas Bem Nascer e do grupo virtual, podem contar agora com uma nova forma de abraço: o CHÁ DE BENÇÃOS, promovido pela Bem Nascer de Acolhimento. O novo serviço é um presente à grávida cujo parto se aproxima. Nesse delicado momento de virar ou revirar mãe, as mulheres usuárias da ong levam um abraço de acolhimento ao lar do bebê que ainda vai nascer.


O CHÁ DE BENÇÃOS foi concebido pela Geozeli Camargos, nossa companheira da lista e das Rodas Bem Nascer e foi muito bem recebido pelas gestantes. Também participam outras voluntárias da ONG, como as psicólogas Roseana Soares e Carolina Raton.


O encontro busca levar à futura mamãe palavras de encorajamento, dicas de quem passou pela experiência, boas energias e, em especial, aliviar a ansiedade comum a essa fase com um bom bate papo. Difícil dizer a programação de um chá de parto, pois cada encontro será único, assim como cada nascimento, e estará focalizado na família grávida com suas necessidades e seus desejos. Como proposta, podemos assistir a vídeos de parto, cozinhar, fazer escalda-pés (apenas para grávidas com 38 semanas completas), ajudar na arrumação da casa que sempre aperta nessa época, fazer um lanche coletivo (cada pessoa leva um quitute) e conversar muito sobre o nascimento que está por vir. E para encerrar, fazemos uma roda em volta da barriga, um momento de concentração no nascimento e um grande abraço amoroso.


O CHÁ DE BENÇÃOS é um momento intrinsecamente feminino, mas fica mais agraciado se rodeado por crianças, bebês e seus pais. Importante lembrar: para que o parto não anteceda o CHÁ, este deve acontecer preferencialmente até a 38ª semana, no final da gestação.


Interessou? Freqüente as RODAS BEM NASCER. Ela acontece todo segundo sábado do mês, no coreto do Parque Municipal, às 14h30 ; e no último sábado do mês, no CEAM (Centro de Educação Ambiental) do Parque das Mangabeiras, às 9h30. A entrada é franca. Pede-se contribuição para o lanche coletivo.